Processamento Auditivo Central

Processamento Auditivo Central

O que é Processamento Auditivo Central?

A orelha ouve, mas é o cérebro que entende o que ouvimos e, esse processo entre o ouvir e o compreender, é o Processamento Auditivo Central (PAC).

A parte responsável por ouvir, detectar o som e transforma-lo em sinais que são conduzidos para o cérebro, chama-se sistema auditivo periférico, composto pela orelha externa, média, interna e o nervo auditivo.

A parte responsável por entender, interpretar os sinais enviados pela orelha, chama-se sistema auditivo central, constituído pelo tronco cerebral e o cérebro.

Os distúrbios do PAC são deficiências que variam de grau leve a severo e podem acometer qualquer área do desenvolvimento, desde crianças à idosos. Problemas no PAC podem afetar habilidades escolares, musicais, de comunicação e sócio-emocionais.

O PAC é dividido em 5 habilidades: habilidades de atenção, de discriminação, de associação, de integração e de organização. Uma criança com deficiência em uma ou mais dessas habilidades pode manifestar dificuldades para compreender o que as pessoas falam, principalmente em ambientes ruidosos; dificuldades gerais na compreensão, inclusive na leitura e escrita; tempo de atenção curto; maior nível de estresse quando deve permanecer atento, escutando; dificuldade para seguir ordens longas; parece escutar, mas não entende e tende a dizer “ã? Que?”; déficit de memória; dificuldades gerias na fala e linguagem, como trocas na fala; desorganização; baixa auto-estima; desafinação e até problemas vocais.

Qual a causa do distúrbio do Processamento Auditivo Central?

As causas do DPAC podem estar ligadas a uma lesão ou desordem específica, ou pode ser desconhecida.  As principais são causas são:

  1. Determinantes genéticos;
  2. Fatores pré-natais/neonatais, como anoxia/hipóxia, citomegalovírus (cmv), hiperbilirrubinemia, baixo peso ao nascimento, prematuridade e exposição pré-natal a medicamentos;
  3. Distúrbios otológicos (por exemplo, otite);
  4. Atraso neuromaturacional secundário à surdez/privação auditiva; e
  5. Outras causas: desordem neurológica; lesão cerebral (traumatismo craniano, meningite); desordem cerebrovascular (por exemplo, AVC); doenças degenerativas (por exemplo, esclerose múltipla); exposição a neurotoxinas (por exemplo, metais pesados, solventes orgânicos) e lesões do sistema nervoso central (SNC).

Quando procurar um fonoaudiólogo?

Sempre que houver qualquer dificuldade relacionada à audição, linguagem, aprendizagem ou musicalidade. Por exemplo, quando há dificuldade em seguir ordens longas (por exemplo, “pega a blusa de frio verde no armário do meu quarto”); para entender o que as pessoas falam em ambiente ruidoso; para aprender idiomas; para falar, escrever e ler, troca letras/fonemas; para entender duplo sentido/piadas; para falar com entonação adequada; para cantar afinado; para controlar a intensidade vocal; para seguir ritmos (por exemplo, bate palmas fora do tempo); para prestar atenção ao que as pessoas falam; para saber de qual direção o som está vindo; para interpretar texto; para contar uma história. Em geral a queixa mais comum é “ele ouve, mas não entende”.

Qual a atuação do fonoaudiólogo nestes casos?

O fonoaudiólogo atuará estimulando as habilidades auditivas alteradas de cada paciente. Esse treinamento pode ser realizado de maneira formal, as sessões são dentro de uma cabina acústica com treinamento acusticamente controlado e com materiais específicos para estimulação auditiva ou fora da cabina, com exercícios também com foco auditivo, com exercícios lúdicos e jogos.

Referência bibliográfica:

Facebook
Instagram