Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

O que é Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H)?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é um dos distúrbios neuropsiquiátricos mais comuns na infância, com prevalência entre 3,4 e 5% da população mundial.

É uma síndrome heterogênea, caracterizada principalmente por desatenção, hiperatividade e impulsividade.

É diagnosticada clinicamente e, por vezes, multiprofissionalmente.

Qual a causa do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H)?

A causa está relacionada a neurotransmissão dopaminérgica que encontra-se anormal, além de outras vias mais recentemente implicadas que incluíram sistemas fisiológicos glutamatérgicos e GABA-eric e outros que podem refletir fontes de responsabilidade compartilhada com os distúrbios comumente encontrados no TDA/H, como anormalidades do sono. As áreas cerebrais envolvidas neste transtorno são principalmente as pré-frontais e dos gânglios basais e circuitos tálamos-corticais, segundo estudos de ressonância magnética, que verificaram menor ativação dessas áreas.

Quando procurar um fonoaudiólogo?

  • Parece não ouvir quando falam com ele;
  • Dificuldade para permanecer sentado por longos períodos;
  • Dificuldades para seguir instruções e terminar tarefas;
  • Distrai-se facilmente; e
  • Desorganização e ou perda de objetos.

Importante: os sinais estão presentes em mais de um ambiente, como, por exemplo em casa e escola. 

Qual a atuação do fonoaudiólogo nestes casos?

O fonoaudiólogo é responsável pela avaliação e tratamento de habilidades comumente alteradas nestas crianças como o vocabulário produtivo, leitura e escrita e no processamento auditivo central.

Os tratamentos mais utilizados são os medicamentosos, que aumentam os níveis dos neurotransmissores nas regiões frontais do cérebro, agindo nos sistemas da catecolamina e da serotonina e têm efeitos positivos na maioria dos casos. Porém, a literatura expõe a importância das intervenções clínicas para lidar com os prejuízos cognitivos, emocionais e sociais que acompanham essa desordem.

Referências bibliográficas:

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