Voz

Voz

O que é voz?

A voz é a nossa mais simples e presente forma de expressão. Capaz de transmitir mensagens verbais e emocionais, é por meio dela que nos comunicamos, nos expressamos e interagimos com os outros e com o mundo ao nosso redor.

Na infância, uma alteração vocal pode atrapalhar no desenvolvimento da comunicação e na socialização. Uma voz “diferente” pode segregar a criança, comprometendo a sua rotina escolar, seu relacionamento com os colegas e até criar traumas mais profundos. O problema de voz está dentre os fatores que comprometem a qualidade de vida.

Qual a causa das alterações na voz?

O que pode causar um problema de voz? Questões congênitas, hábitos vocais inadequados, fonotraumas, fatores físicos, psicológicos, comportamentais e orgânicos são os principais causadores de alterações vocais. O próprio hábito de falar alto, que é comum na infância, pode ser um causador de disfonia infantil.

A voz carrega traços da nossa faixa etária, sexo, tipo físico, personalidade e estado emocional. Para alguns, ela representa muito mais do que isso. Professores, atores, repórteres, cantores e outros profissionais têm na voz uma indispensável ferramenta de trabalho. Seja qual for o motivo, ela é indispensável no nosso dia-a-dia e precisamos estar sempre atentos aos cuidados que devemos adotar para não a prejudicar.

Quando procurar um fonoaudiólogo?

Quando perceber que a sua voz ou a de seu filho(a) está diferente, rouca, soprosa, tensa, muito aguda ou muito grave, muito alta ou muito baixa, quando sentir fadiga vocal após falar e/ou cantar, quando sentir que faz força para falar, quando não conseguir atingir uma nota musical que antes atingia, quando sentir incomodo/dor ao falar, quando sentir que a voz parece estar nasal (fanha) ou hiponasal (voz quando estamos gripados). Ou quando você não percebe nenhuma alteração vocal, mas quer melhorar sua performance vocal e comunicativa ou quando quer treinar para se apresentar melhor com exercícios de oratória.

Qual a atuação do fonoaudiólogo nestes casos?

Baseado no histórico, na queixa, na manifestação e na necessidade do paciente, o fonoaudiólogo montará um plano terapêutico que atenda a demanda de cada caso, com exercícios vocais, respiratórios, articulatórios e outras estratégicas especificas a cada caso.

Referência bibliográfica:

  • Gasparini G, Behlau M. Quality of life:validation of th Brazilian Version of the Vocice-Related Quality of Life (V-RQOL) Measure. J Voice. 2009;23(1):76-81. PMid:17628396.
  • de Melo ECM, Mattioli FM, Brasil OC, Behlau M, Pitaluga AC, de Melo DM. Disfonia infantil: aspectos epidemiológicos. Rev Bras Otorrinolaringol. 2001;67(6), 804-7.
  • Ribeiro LL, Pereira KM; Behlau M. Voice-related quality of life in the pediatric population: validation of the Brazilian version of the Pediatric Voice-Related Quality-of Life survey. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2014:87-95.
  • Behlau M, Madazio G, Pontes P. Disfonias organofuncionais. In: Behlau M. Voz – O livro do especialista. Rio de Janeiro: Revinter; 2001;1:295-341.
  • Freitas MR, et al. Disfonia crônica na infância e adolescência: estudo retrospectivo. Rev Bras Otorrinolaringol, 2000;66(5):480-4.
  • Oliveira J. A importância da saúde vocal para profissionais. Ver. Espaço Aberto, USP SP. 2013;152.

Sites:

Facebook
Instagram